As normas da IGAC e da DGS para a realização de touradas obrigam à existência de uma fila de intervalo na bancada, o que reduz substancialmente para um quarto ou mesmo um terço a lotação das praças, quando estava previsto, e até anunciado, que poderiam ter uma utilização de 50%.

Desta forma torna-se praticamente inviável do ponto de vista financeiro a organização de espectáculos tauromáquicos esta temporada em Portugal.

Foi um “presente envenenado” dado pelo Governo aos aficionados. Mais uma vez ficou provado que embora não exista uma lei que proíba a tauromaquia no nosso país, o Governo e os seus parceiros de coligação (Bloco de Esquerda e PAN), fazem tudo o que está ao seu alcance para evitar a realização de corridas de toiros em Portugal.

Estas normas são de tal forma anti-taurinas que para os nossos leitores terem uma ideia, um espectáculo de outra natureza (que não seja tauromaquia) realizado numa praça de toiros pode ter 50% da utilização, mas se for uma tourada, só pode ter um quarto ou um terço da sua utilização. Um exemplo prático, foi o espectáculo de Bruno Nogueira “Deixem o Pimba em Paz”, realizado a 1 e 2 de Junho deste ano no Campo Pequeno. A sala tinha 50% da lotação ocupada e não existia uma fila de intervalo entre os espectadores, mas se fosse a realização de uma tourada nesta mesma sala as normas aplicadas seriam distintas.

Em breve, não será de estranhar que surja uma projecto de lei por parte do partido do Governo e dos seus aliados, com o objetivo da utilização obrigatória do velcro nos espectáculos tauromáquicos.