Durante 14 anos, Rui Bento foi o máximo responsável pela gestão e organização de espetáculos tauromáquicos no Campo Pequeno, a praça de toiros mais importante de Portugal.

O antigo matador de toiros, foi a pessoa escolhida pela família Borges para dar vida ao campo Pequeno após as obras de requalificação que decorreram entre 2000 e 2006.

A 16 de maio de 2006, a “Catedral Mundial do Toureio a Cavalo”, voltava a abrir portas para dar início a um novo ciclo da Tauromaquia portuguesa. Rui Bento foi o “homem do leme”, no Campo Pequeno durante este ciclo e ao longo das últimas 14 temporadas na arena lisboeta tourearam as maiores figuras do toureio português e do toureio mundial, como por exemplo os rejoneadores Pablo Hermoso de Mendoza, Diego Ventura, Andy Cartagena ou Leonardo Hernandez e os matadores de toiros “El Juli”, “Morante de la Puebla”, Enrique Ponce, José Mari Manzanares, Cayetano Ordoñez, “El Cid”, Roca Rey, Juan José Padilla e muitos outros nomes.

A qualidade dos carteis aliada à modernização da praça fizeram com que o Campo Pequeno entrasse na rota das principais praças de toiros do Mundo taurino.

Este ano a concessão do Campo Pequeno foi adquirida pela “Plateia Colossal”, uma empresa de Álvaro Covões dedicada à organização de eventos musicais. Rui Bento decidiu dar por terminada a sua ligação ao Campo Pequeno e começar um novo ciclo.

No que diz respeito ao Faenas TV e à minha pessoa, só me resta agradecer ao maestro Rui Bento, ao Dr. Paulo Pereira e aos demais elementos que fizeram parte da equipa que liderou a tauromaquia nos últimos 14 anos em Lisboa.

Obrigado maestro!!

Comunicado de Rui Bento:

“Há projectos que, pelo desafio que constituem ou pela intensidade da paixão que em nós despertam, nos marcam para sempre. Desafio e paixão. Foi esta a mistura de sensações que experimentei quando, em fevereiro de 2006, a convite dos Drs. Henrique Gonçalves Borges e Goes Ferreira, tomei posse do cargo que me conferia a gestão dos destinos da tauromaquia no Campo Pequeno. As obras de restauro e requalificação estavam quase concluídas e a reinauguração marcada para 16 de maio.
Volvidos 14 anos, encerrou-se, recentemente, o ciclo das minhas funções como Director de Actividades Tauromáquicas da primeira praça do país, a “Catedral Mundial do Toureio a Cavalo”.

O Campo Pequeno está ligado às duas mais importantes fases da minha vida profissional. Ali, como toureiro, iniciei em 1982, a carreira que me levou à Alternativa de Matador de Toiros (Badajoz, 1988); ali desenvolvi a actividade de Gestor Taurino, em cujos resultados tenho o maior orgulho.
Durante estas 14 temporadas vivemos apaixonadamente um projecto que recuperou a grandeza do Campo Pequeno em termos nacionais e o reposicionou, em termos internacionais, dando-lhe uma visibilidade jamais alcançada.

As maiores figuras mundiais do toureio voltaram a incluir Lisboa na rota das suas temporadas. Voltaram os consagrados, lançaram-se novos valores e sempre se repetiram os triunfadores. Nem sempre as coisas correram dentro daquilo que idealizámos, é certo, mas também é verdade que só não erra quem não arrisca. Nós, no Campo Pequeno assumimos a vitória com a mesma humildade, a mesma grandeza com que demos a cara nos momentos difíceis. E foi nesses momentos difíceis que veio ao de cima a nossa capacidade de superação individual e colectiva demonstrada por todos os que vivemos este projecto ímpar. Envolvo na minha gratidão todos os que, no escritório e no campo, integraram e colaboraram com a Direcção de Tauromaquia, as sucessivas administrações com quem trabalhámos e, em especial, dois dos nossos colegas que partiram para sempre e que sempre recordaremos pelo seu exemplo de camaradagem e profissionalismo.

Num balanço curto deste ciclo há pouco encerrado, cabe uma palavra de agradecimento a todos os que, de uma forma directa ou indirecta, tornaram possível todo este percurso, ao longo do qual tanto nos estimularam. Refiro-me aos aficionados, aos artistas tauromáquicos, aos ganaderos, ao pessoal de apoio, à imprensa, rádio e TV generalistas, aos meios de informação taurina e ao público em geral. 


Vai por todos vós! 


Sem o vosso apoio não teríamos conseguido levar a nau a bom porto. 


Ciclo encerrado! Os homens passam e as instituições continuam. Desejo ao Campo Pequeno as maiores felicidades nesta nova fase da sua mais que centenária existência.”