O diário espanhol “El País”, publicou recentemente um artigo, onde dois professores de Direito (que são aficionados), mostram ter sérias dúvidas sobre o regresso da Festa Brava à Catalunha.

A 5 de outubro noticiamos no Faenas TV, que o Tribunal Constitucional Espanhol anulou a proibição da Tauromaquia na Catalunha, por entender que a Cultura é da competência do governo central e não do governo regional. Até aqui tudo bem. O problema é que a regulamentação dos é espetáculos taurinos é da responsabilidade… do governo regional. Logo este orgão de soberania não pode proibir a Tauromaquia, mas pode regulamentar a seu bel-prazer. Isto é, o governo da Catalunha pode proibir a morte dos toiros, como pode proibir a sorte de varas ou o uso de bandarilhas. Para os “nuestros hermanos”, catedráticos de Direito a sentença do Tribunal Constitucional Espanhol “no pasa de ser una victoria moral”. 

No fundo, se o governo regional da Catalunha quiser, pode transformar a Tauromaquia numa simulação das corridas de toiros, como acontece por exemplo nos Estados Unidos da América e no Canadá. Na América do Norte, as touradas são legais, desde que os toiros não sangrem. As bandarilhas não têm qualquer tipo de arpão, em vez disso, são coladas num velcro que o toiro usa sempre que está na arena.

Será que num futuro próximo, esta será a realidade dos festejos taurinos a nível mundial, face à cada vez maior (e eficaz) politica de proteção animal? Pergunta para 1 milhão de euros!

Leia o artigo completo publicado, no jornal “El País” aqui.

foto: “El País”