Noite de tragédia em Coruche ou Toiros com dinamite em Coruche, qualquer um destes podia ser o titulo desta noticia, porque o que se passou na arena da capital do Sorraia a 6 de Julho deste ano foi demasiado duro.

Ana Batista na enfermaria depois de sofrer uma colhida após o ultimo ferro ao segundo toiro da noite. Os forcados João Ventura e Luís Fera do Aposento da Moita na enfermaria durante as tentativas realizadas ao quinto toiro e para encerrar a corrida a parte mais dramática, uma forte colhida de João Moura Jr e do cavalo craque da sua quadra o “Xeque-Mate” que sofreu uma fratura exposta e teve de ser recolhido para as cavalariças para ser tratado ou abatido…

Os toiros de São Torcato tinham pólvora, foram muito encastados e perigosos. Emoção sim é um elemento essencial para a Festa, mas a tragédia (embora faça parte da Tauromaquia tal como os triunfos) é algo dispensável.

Luís Rouxinol esteve muito bem abrir praça, superando com muito oficio as dificuldades impostas pelo São Torcato. Uma grande pega do Grupo de Coruche a este toiro.

Ana Batista deu o seu melhor, mas o toiro tinha “gatos na barriga” e foi uma lide feita totalmente à base da entrega e do sacrifício da cavaleira de Salvaterra de Magos. No fim da lide o toiro partiu um corno e não se realizou a pega, conforme previsto no Regulamento Taurino para estas situações.

Manuel Telles Bastos esteve heróico diante do quinto toiro da noite, um São Torcato que era feito de dinamite! Sempre pronto a arrear, boca fechada e sempre a investir ao cavalo, mas quase sempre adiantando-se à montada. A pega foi realizada a sesgo por Leonardo Mathias cabo do Aposento da Moita que viu como já mencionado acima, dois forcados do seu grupo na enfermaria.

No que diz respeito ao toureio a pé duas atuações muito meritórias feitas de muita entrega por parte de Nuno Casquinha e do novilheiro Diogo Peseiro que também sofreu uma forte voltareta no fim da sua faena. Os dois “espadas” tiveram muito bem nos três tercios, realizando duas faenas cheias de esforço a toiros que necessariamente precisavam de duas varas para se poderem templar e realizar um toureio pausado.

O bandarilheiro João Viegas tomou alternativa nesta noite em que se prestou homenagem póstuma a Manuel Badajoz nome maior dos homens de “seda e prata” de Portugal.

NB: artigo em atualização