Tinha 85 anos e foi vitima de acidente vascular cerebral.
Armando Soares nasceu no Barreiro a 27 de Outubro de 1935.

O primeiro contato que teve com a Tauromaquia foi através do cinema ao ver o filme “Sangue e Arena” com Tyrone Power e Rita Hayworth. O seu pai era futebolista (jogador e treinador do Barreirense), dizia ao jovem Armando que ser toureiro era para aqueles que nasciam ao pé dos toiros.

Ainda miúdo, Armando Soares chegou a trabalhar na CUF (Companhia União Fabril) e foi ai que conheceu um rapaz de seu nome Carlos Pintão que frequentava a escola de toureio Luciano Moreira, em Lisboa.

Armando Soares vestiu-se pela primeira vez de luces em Coruche, decorria o ano de 1953, ou seja 13 anos depois de ter visto o filme “Sangue e Arena”. Toureou muitas tardes em Portugal na categoria de novilheiro, porque as oportunidades de tourear em Espanha eram raras. Debutou em Madrid em 1959 sem nunca ter visto picadores na sua vida. Em 1960, Armando Soares foi viver para Sevilha foi viver para Sevilha e tudo foi diferente.

Através de Fernando Camacho, o toureiro do Barreiro consegue ir para Sevilha, cidade onde recebeu a alternativa de matador de toiros a 30 de setembro de 1962, das mãos de “Miguelin” e com o testemunho de Curro Montes.

Armando Soares definia-se como sendo um toureiro “variado, lidador e que entendia bem as qualidades dos toiros” in Revista Novo Burladero, julho de 2017.

Armando Soares foi um toureiro que fez parte da época de ouro do toureio a pé em Portugal (décadas de de 60 e 80 do seculo passado), numa altura em que mantinha rivalidade com outros grandes toureiros, casos de José Júlio, António dos Santos, José Trincheira, Mário Coelho entre outros.

Já retirado das arenas foi professor nas escolas de toureio de Badajoz e da Moita do Ribatejo.

Armando Soares foi uma pessoa muito ligada à Festa Brava, com coisas boas e más como há na vida de toda a gente, mas que viveu de forma intensa a paixão pelos toiros sendo uma pessoa estimada por todos aqueles que o conheceram.

Que em paz, descance.

foto: DR

fonte: Revista “Novo Burladero”