Está desfeito o mistério! Desde que o Campo Pequeno foi adquirido pelo novo concessionário, a empresa Plateia Colossal, de Álvaro Covões (proprietário do Coliseu dos Recreios e organizador do mais importante festival de música na região de Lisboa) a incerteza em relação há realização de corridas de toiros na capital era o principal tema de conversa entre os aficionados.

Álvaro Covões já tinha assumido que negócio dele não era a tauromaquia, por isso lançou um concurso para a realização de 6 corridas de toiros a serem realizadas no ano de 2020, entre a última quinzena de Junho e a primeira semana de Setembro.

Muitos aficionados dirão que são poucas corridas face ao que acontecia em temporadas anteriores. A aposta da empresa que vencer o concurso vai ter de ser claramente na qualidade para que estas seis datas sejam casa cheia. Os cartéis vão ter de ser originais e a competição tem de estar presente em cada um deles.

Só assim será possível uma empresa com mais de 3 anos de existência e com inequívocas e reconhecidas provas dadas na organização de eventos do género em Portugal”, rentabilizar os € 29.850,00 (Vinte e nove mil oitocentos e cinquenta euros), valor mínimo por corrida solicitado.

Isto é, a empresa tauromáquica que organizar corridas em 2020 no Campo Pequeno, vai ter de investir no mínimo 179 mil euros, acrescidos de IVA só para alugar a praça de toiros.

Se o custo médio para montar um cartel (sem as principais figuras de Espanha, porque nesse caso os valores aumentam consideravelmente) rondar os 40 mil euros (artistas, toiros, despesas licenciamento etc). O custo médio da organização de uma corrida esta temporada, na primeira praça de toiros do país, vai facilmente superar os 70 mil euros por corrida.

Multiplicando por 6 corridas, o valor será de 419 mil euros por temporada, acrescidos do IVA (que apesar de mais tarde deduzido, tem de ser pago).

O concurso refere ainda que “apenas serão admitidas a concurso empresas que não detenham qualquer valor em dívida à Segurança Social e à Autoridade Tributária”.

Considerando todos estes fatores e tendo em conta que o concurso menciona que o próximo promotor de corridas de toiros em Lisboa será aquele que apresente “a melhor proposta financeira”. Conclui-se que serão poucas as empresas tauromáquicas com capacidade para concorrer à organização de espectáculos tauromáquicos esta temporada no Campo Pequeno.

Pode até dar-se o caso, de não haver nenhuma empresa a entregar uma proposta…

Vamos ter de aguardar até ás 17h30 de 20 de Março, para saber como vai ser a temporada 2020 em Lisboa.