A PróToiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia alerta para a entrega de dados falsos na Assembleia da República, por parte da associação Animal, numa clara campanha de desinformação da Opinião Pública contra a tauromaquia.

Após uma análise cuidada ao documento entregue na AR, a PróToiro não pode deixar de criticar a forma, descarada e intencional, como esta associação contamina a opinião pública com informação falsa. Não deixaremos nunca que recorram à tática de repetir uma mentira tantas vezes que passe a ser verdade.

A título de exemplo, esta associação reporta uma verba utilizada na recuperação urbanística da zona histórica de Estremoz como apoio à tauromaquia. Foram obras que visaram a preservação de toda a muralha, incluindo arruamentos e outros trabalhos nos quais a recuperação da praça. Há outros exemplos de informação falsa no documento, que são de fácil esclarecimento. Os diversos órgãos de soberania, aos quais este documento já foi entregue ao longo dos anos, sabem que tipo de informação contém.

A tauromaquia é das poucas áreas culturais que vivem apenas da bilheteira, ao contrário da maioria das outras formas de Cultura subsídio-dependentes.

Não somos contra o financiamento do Estado às atividades culturais. Bem pelo contrário. Essa é a obrigação do Estado: promover o acesso à Cultura a todos os cidadãos. Mais, a tauromaquia é tutelada pelo ministério da Cultura e, por isso, qualquer apoio é absolutamente legítimo. 

Ao não usufruir de qualquer Programa Nacional de Apoio ao setor da Tauromaquia, a conclusão a que se chega é simples: esta atividade cultural é discriminada pelo próprio ministério da Cultura.

A PróToiro, na defesa da verdade, recorda uma notícia publicada em setembro de 2018, por um jornal diário de referência, na qual se conclui que o Poder Local investiu pouco mais de 1 milhão de euros em cinco anos – 2013 e 2017. Estas verbas representam um investimento e não uma despesa, uma vez que a tauromaquia atrai anualmente cerca de meio milhão de espectadores em praças de touros e cerca de 3 milhões nas ações populares (de rua). Ambas com elevados impactos na economia e emprego. 

Sobre a iniciativa desta associação, a PróToiro considera-a ilegal, atentatória da liberdade, que visa apenas impedir o Estado de cumprir as suas obrigações constitucionais de promoção e acesso dos cidadãos à cultura. Tal como as propostas de PAN e BE, que nesta legislatura já foram chumbadas no Parlamento, também esta iniciativa estará destinada ao falhanço. Acreditamos que os deputados saberão, uma vez mais, defender a legalidade e a liberdade de todos os portugueses.