Com o brexit, a companhia low-cost precisa de um certificado de operação aérea na UE. Portugal estava na fila da frente mas desistiu

Portugal era, a par da Áustria, um dos países mais bem colocados para receber a nova subsidiária que a easyJet vai criar na UE para fugir ao impacto do brexit. Mas desistiu devido às exigências feitas pela companhia aérea low-cost. A empresa britânica queria continuar a ter como último supervisor o regulador do Reino Unido, segundo informações avançadas pelo “Dinheiro Vivo”.

Com a ameaça de ver os céus europeus fecharem-se para as companhias britânicas por causa do brexit, a transportadora low-cost com sede em Luton tem de obter rapidamente um novo certificado de operação na UE. A decisão deve ser anunciada nesta semana, depois de ter estado inicialmente prevista para maio. Tudo indica, tal como o Jornal de Negócios avançou, que o vencedor seja a Áustria, país que estava, a par de Portugal, na lista dos mais bem colocados para receber a subsidiária.

Na prática, o que se discute é a criação de uma nova empresa easyJet num país da União Europeia, no qual a companhia passa a ter uma marca nacional, com registo de frota e uma base. Isto não significa que os aviões passem fisicamente para esse país, mas ficam ali matriculados. Este registo é, depois, visível no nariz do avião, que passa a ostentar a bandeira. O processo de pedido está avaliado pela própria companhia em dez milhões de euros, e o país vencedor acabará por arrecadar taxas relativas às matrículas ali feitas. Ao todo, contam-se à volta de 150 aviões que passarão para a UE.

fonte: Diário de Notícias | Dinheiro Vivo