Stephen Hawking, singular a tantos níveis, morreu na quarta-feira de madrugada na sua casa em Cambridge, aos 76 anos. O físico britânico, um dos nomes da ciência mais prestigiados e o cientista da actualidade mais conhecido em todo o mundo, trouxe um novo olhar sobre os buracos negros, nunca deixando de se indagar sobre a origem do Universo. Ao mesmo tempo que provocava, com humor e intelecto, o que sabíamos sobre o cosmos – tanto junto da academia como do público –, desafiava os próprios limites da vida humana.

Aos 21 anos, foi-lhe dito que sofria de esclerose lateral amiotrófica e que teria dois anos de vida pela frente. A doença veio a afectá-lo gradualmente, ao ponto de conseguir mexer pouco mais do que um dedo e piscar os olhos, mas o físico fintou o diagnóstico pessimista: com a ajuda de uma cadeira de rodas e um sintetizador de voz, ultrapassou em quase cinco décadas o tempo de vida que lhe era dado – sem nunca prescindir de participar na comunidade científica.

A sua vida inspirou um filme dramático sobre o amor e capacidade de superação, realizado por James Marsh (“Homem no Arame”) segundo um argumento de Anthony McCarten. “A Teoria de Tudo” adapta a obra biográfica “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”, onde Jane Wilde Hawking descreve os seus anos ao lado de Stephen.

fonte: Jornal Publico

foto: DR.