O centrista Emmanuel Macron foi eleito Presidente de França com um intervalo entre 65,5 a 66,1% dos votos, segundo as primeiras projeções divulgadas após o fecho das urnas. As estimativas atribuem a Marine Le Pen (extrema-direita) uma votação entre 33,9% e 34,5%.

Macron nunca tinha sido eleito e demitiu-se do cargo de ministro da Economia (2014-2016) do governo do presidente François Hollande para apresentar a candidatura.

Com a passagem à segunda volta da líder da extrema-direita, Marine Le Pen, Macron beneficiou do apoio de dezenas de políticos, empresários, intelectuais, artistas e cientistas, incluindo o republicano François Fillon (direita) e o socialista Benoît Hamon, derrotados na primeira volta e representantes dos dois partidos que partilharam o poder nas últimas cinco décadas.

A imprensa francesa qualifica-o de “puro produto da intelectualidade”: filho de um casal de médicos, saído das escolas de elite, banqueiro de investimentos até entrar na política em 2012 como conselheiro de Hollande.