Grande ambiente que se viveu na corrida mista dos 85 anos do Colete Encarnado, em Vila Franca de Xira. O empresário Paulo Pessoa de Carvalho está de parabéns, pois acertou em cheio na elaboração do cartel, que foi do agrado dos aficionados vilafranquenses.

A corrida começou com uma bonita homenagem a Vítor Mendes, matador de toiros e figura maior da tauromaquia nacional, que durante muitos anos honrou por esse Mundo fora o nome de Portugal.

João Telles Jr, esteve melhor no segundo toiro do seu lote. Montando o “Equador da Pera Manca”. Cravou ferros com emoção e verdade. Esteve bem a bregar, escolheu bem os terrenos, cravou com arte e o publico aplaudiu de pé.

Os Forcados de Vila Franca pegaram os seus toiros por intermédio, de Vasco Pereira à 1ª e Francisco Faria à 3ª tentativa.

Padilla não teve sorte no primeiro toiro que lidou, mas como é habitual neste toureiro mostrou toda a sua entrega nos três tercios.

Na memória, vai ficar a faena ao quinto toiro da tarde. Este sim, permitiu ao ciclone de Jerez de la Frontera luzir-se, e deixar as bancadas da Palha Blanco em delírio. De capote lanceou por verónicas a pés juntos, chicuelinas e rematou com uma bonita revolera. Com as bandarilhas cravou quatro excelentes pares, o último deles em sorte de violino. Agarrou na muleta e começou a faena de joelhos junto às tábuas, para depois levar o toiro até aos médios onde realizou tandas cheias de poderio com a mão direita. De seguida, realizou uma serie de molinetes que terminaram com alardes de domínio de joelho em terra, e com a Palha Blanco a ovacionar de pé, aquele que é sem dúvida alguma, o ídolo da aficion portuguesa no que diz respeito, ao toureio apeado.

Volta arena com a bandeira de Portugal e novamente a praça de Vila Franca de pé! Olé Padilla!

António João Ferreira “Tójó” veio à terra que o viu nascer como toureiro, mostrar a todos os aficionados o seu valor. Na retina, fica sem dúvida alguma, a faena ao primeiro toiro do seu lote. Com a flanela rubra realizou boas tandas por ambos os pitons. Toureou com técnica e deixou no ar o perfume do seu toureio.

No toiro que encerrou a corrida, um Falé Filipe manso e com maldade, Tojó pouco mais pode fazer do que mostrar a sua raça e vontade de triunfar, porém não teve matéria prima para tal.

Os toiros de Ribeiro Telles foram toureados a cavalo e deixaram-se lidar, com destaque para o 4º da tarde. Os de Falé Filipe toureados a pé, foram complicados, sem recorrido e a casta ficou nos campos da herdade das Covas.

No final da corrida, o empresário Paulo Pessoa de Carvalho estava satisfeito com o ambiente que se viveu neste espetáculo.

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fotografia: Pedro Batalha