A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, vai levar a cabo uma discussão a fim de terminar com qualquer tipo de espectáculo tauromáquico, naquele município no norte do país.

O Presidente Aires Pereira, afirma que depois das obras que se vão realizar na praça de toiros, a mesma deixa deixar de albergar a realização de corridas de toiros. Para Aires Pereira, “o corte inevitável com uma tradição que, tendo feito o seu caminho e prosseguido o seu objetivo, não tem, nos nossos dias, razão de ser”. Como é óbvio, os aficionados não concordam com esta posição, ainda na semana passada o projeto do PAN que visava a abolição da Tauromaquia em Portugal, sofreu uma derrota pesada no Parlamento.

A intromissão da autarquia da Povoa de Varzim, na liberdade dos espectáculos culturais no concelho revela uma postura antidemocrática, uma desclassificação e desrespeito pelos cidadãos poveiros e um ataque feroz à legislação, principalmente, à Constituição da República Portuguesa.

Agora é hora de mostrar a indignação dos aficionados enviando emails para os seguintes endereços: [email protected] e [email protected]

Exemplo de texto a enviar no email:

Assunto: Respeito pela cultura e pela tauromaquia na Póvoa de Varzim

“Exmo. Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim,

Venho por este meio mostrar a minha indignação, com o fim da tauromaquia na Povoa de Varzim.

A autarquia está agir de forma anti-constitucional, ao declarar-se cidade anti-touradas. A Lei é clara e nos termos da Constituição da República Portuguesa, as touradas devem ser protegidas. O Estado deve garantir o acesso de todos os cidadãos – se estes assim o quiserem – à cultura, neste caso às touradas.

Refere o nº2 do artigo 43º da CRP: “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. O nº 1 do artigo 73º: “Todos têm direito à educação e à cultura”. E os nºs 1 e 2 do artigo 78º

Decreto-Lei nº 89/2014 define que a “tauromaquia é, nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura popular portuguesa”.

Com esta tentativa de proibição, o Presidente da Câmara está a dizer aos poveiros que existem cidadãos de primeira e de segunda, não promovendo a transparência política e na defesa dos cidadãos.

A autarquia da Póvoa de Varzim, tem de respeitar o direito e a vontade de todos os seus munícipes e da população portuguesa. “