Estamos em Maio, o mês mais importante a nível taurino. Está a decorrer a Feira de Santo Isidro em Madrid, uma verdadeira “Champions League” para os amantes da tauromaquia. Numa altura em que se fala muito do jornalismo taurino em Portugal, que no fundo não existe a nível profissional…  o que existe neste meio são meia dúzia de carolas com muita aficion, trago-vos uma história recentemente publicada num jornal generalista online com raízes no outro lado da fronteira o El Español (equivalente em Portugal ao Observador).

A história é sobre Álvaro Ortega, antigo matador de toiros a quem a vida deu muitas voltas e que depois de pertencer a um grupo neo-nazi é “salvo”, por uma modalidade desportiva: o boxe.

E não se pense que este antigo matador sevilhano era um “Zé ninguém”, longe disso. Álvaro Ortega toureou em algumas das principais arenas mundiais, como por exemplo Madrid, Sevilha, Nimes, Pamplona, Bilbao, Zaragoza, Valência entre muitas outras praças do mundo taurino. Nestas tardes toureou com algumas das principais figuras do toureio da atualidade, casos de El Juli, Enrique Ponce, Juan Jose Padilla, El Fandi etc… Ortega é natural de Sevilha, aprendeu a tourear nas ruas do  e conheceu nomes como Curro Romero. Até chegar o dia da alternativa em  2006, em Ciudad Real, tendo como padrinho Francisco Rivera Ordoñez e  como testemunha Javier Conde. Ortega recorda esta tarde como sendo “o dia que todos aqueles que querem ser toureiros sonham”.  Mais tarde, viria a confirmar em Las Ventas e em 2010, depois de tourear mais de 30 corridas disse adeus às arenas.

Álvaro Ortega, diz que tudo começou por problemas com a sua companheira e mais tarde com o seu apoderado Luciano Núñez. Decidiu então fazer um ano sabático. Nesse período envolveu-se com um grupo neonazi e tornou-se skinhead. Foi o boxe, que o retirou desse mundo, através de um homem chamado António “El Bigotes”,um homem do pugilismo e um psicólogo da vida, especialista em retirar jovens de maus caminhos.

Hoje em dia, Álvaro Ortega já fez as pazes com a sua mulher e voltou a recuperar a sua família. A prioridade é o ringue, mas não esquece nunca as arenas.

Leia a história na integra aqui.

Fonte e fotos: jornal El Español